O de placenta. 4. Trabalho de parto prematuro. 5.

O
exercício durante a gravidez é provavelmente benéfico para a maioria das
mulheres (ANDRADE, 1998), porém alguns fatores devem ser considerados antes de
iniciar a atividade de acordo com o autor: idade, grau de nutrição, portadora
de alguma patologia, tipo de exercício, intensidade, duração da atividade,
temperatura do ambiente onde é realizada a atividade e o local.

Segundo
Artal, Wiswell, Drinkwater (2000), o principal questionamento é sobre a
manutenção da atividade física na gravidez, afetando ou não a evolução e o
resultado da gestação. Os mesmos autores citam alguns riscos na evolução da
gravidez que poderiam estar relacionadas de alguma forma ao exercício materno:

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1.
Aborto espontâneo.

2.
Hemorragia uterina.

3.
Descolamento prematuro de placenta.

4.
Trabalho de parto prematuro.

5.
Hipertensão induzida pela gravidez.

6.
Crescimento intrauterino retardado.

7.
Sofrimento fetal.

8.
Duração do trabalho de parto.

9.
Recuperação pós-parto.

 

Kramer
(2002) realizou um estudo com 688 mulheres grávidas saudáveis com o objetivo de
rever os efeitos do exercício aeróbio regular (duas a três vezes por semana) no
condicionamento físico, trabalho de parto, parto e pós-parto da gestante. A
conclusão foi que o exercício aeróbio regular durante a gestação pode melhorar
ou manter o condicionamento físico e a imagem corporal. Porém o fato avaliado é
insuficiente para estabelecer importantes riscos e benefícios para a mãe e o
feto.

A
melhor intensidade do exercício físico para gestantes foi avaliada em diversos
estudos (MÁRQUEZ et al., 2000; BELL,
2002). O exercício vigoroso (150-156 bpm, por período determinado) pode trazer
benefícios para a mãe e o feto. A orientação e a boa condução do mesmo são
importantes para mulheres sedentárias, principalmente, aquelas que não
praticavam atividade física antes da gestação.

De
acordo com Wells (1985), após rever vários estudos relacionando gestação e
atividade física concluiu:

·     
Mulheres
multíparas (mulheres que tiveram mais que uma gestação) preparadas fisicamente
tenderam a ter trabalho de parto curto.

·     
Atividade
física não está relacionada ao peso do feto, tamanho fetal, circunferência da
cabeça ou índices de Apgar (um índice utilizado para avaliar o bem-estar do
recém-nascido ao 1º e 5º minutos de vida) nem a duração da gestação ou
complicações gestacionais.

 

O
mesmo ainda descreve que a gestação não é o momento adequado para participar de
um programa de treinamento extenuante, ou fazer dieta para perder peso.
Entretanto, mulheres sedentárias podem começar sua atividade física durante a
gestação sem perigo.

As
mulheres que praticaram atividades aeróbia ou corrida regularmente antes e
durante a gestação tiveram as consequências fetais analisadas por estudo
realizado por Clapp (1990). As mulheres bem condicionadas podem ter fetos com
índices de Apgar semelhantes aquelas que não participaram de um programa de
atividade física na gestação. Esse estudo analisando 131 mulheres
bem-condicionadas utilizou um grupo controle para comparar os resultados.

Outro
estudo realizado por Wilhelmina (1996) verificou que os fetos apresentaram
índices de Apgar satisfatório em gestantes que praticaram exercício durante o
trabalho de parto. Porém não houve grupo controle e participaram apenas 30
mulheres (24 multíparas).

Quando
a mãe pratica atividade física, o feto pode apresentar algumas alterações
(CLAPP et al., 2000; 2002). O crescimento fetoplacentário e seu
desenvolvimento podem ser afetados em algumas situações como: mulheres
saudáveis e bem-condicionadas ou aquelas que iniciam um regime de exercício
moderado para manutenção de peso.

O
treinamento durante a gestação foi abordado e analisado por Kardel e Kase
(1998) com 42 mulheres saudáveis e bem treinadas (22 anos de prática de
atividade física) com menos de 20 semanas de gestação sem nenhum risco
gestacional. Algumas, três, estavam entre as 5 melhores do mundo em biathlon,
ciclismo e maratona. Os grupos foram divididos em exercícios de alta e média
intensidade (2x alongamento, 2x treinamento intervalado e 2x treinamento de
endurance com FC 120- 140 bpm nas sessões, 6 x semana) e algumas estavam na 2ª
e 3ª gestação.

Houve
análise sobre o feto, no que diz respeito a início e duração do trabalho de
parto, peso ao nascer e índice de Apgar. Os resultados indicaram que mulheres
saudáveis e bem-condicionadas podem fazer exercício durante a gestação sem
comprometer o crescimento fetal e desenvolvimento considerado pelo peso ao
nascer ou complicações durante a gestação e trabalho de parto.

Ao
praticar exercícios físicos regularmente durante os primeiros dois trimestres,
mulheres nulíparas (mulheres que engravidaram pela primeira vez) podem diminuir
o risco de um parto cesárea. Essa associação poderá existir de acordo com o
estudo realizado em 137 mulheres nulíparas no sudoeste dos Estados Unidos por
Bungum et al. (2000).

Algumas
observações devem ser consideradas, de acordo com Artal, Wiswell, Drinkwater
(2000), com base na análise de alguns trabalhos que abordaram o tema (gestação
e atividade física), em que relatam a dificuldade em comparar os resultados:

·     
Não há
relato sobre o nível de condicionamento das mulheres incluídas nos estudos.

·     
O
condicionamento é previsto a partir de testes submáximos usando equações de
previsão baseadas no desempenho de mulheres não grávidas.

·     
Falta de
quantificação objetiva uniforme das diferentes rotinas de exercício.

·     
Não existem
trabalhos sobre lesões relacionadas ao exercício na gravidez.

·     
Tamanho
inadequado de amostra levando os estudos a serem considerados tendências.

·     
É
impossível até agora avaliar o aumento ou a redução relativos em taxas de complicações
em mulheres que fazem exercício na gravidez.

·     
Com base na
literatura consultada até agora, não é possível concluir de forma científica se
o exercício materno é benéfico ou prejudicial para a gestação.

 

Portanto,
é aconselhável seguir as orientações do ACOG (2003) para praticar os exercícios
durante a gestação como:

·     
O exercício
regular (pelo menos três vezes por semana) é preferível à atividade
intermitente. Atividades competitivas devem ser evitadas.

·     
O exercício
vigoroso não deve ser realizado em clima quente e úmido ou durante um período
de doenças febris.

·     
Movimentos
balísticos (movimentos bruscos e saltos) devem ser evitados.

·     
Flexão e
extensão profundas das articulações devem ser evitadas devido à frouxidão do
tecido conjuntivo. Atividades que exigem movimentos de saltar e choques ou
alterações rápidas de direção devem ser evitadas devido à instabilidade
articular.

·     
O exercício
vigoroso deve ser precedido por um período de 5 minutos de aquecimento
muscular.

·     
Exercício
vigoroso deve ser seguido por um período de atividade gradualmente declinante,
incluindo alongamento estacionário suave. Como a frouxidão do tecido conjuntivo
aumenta o risco de lesão articular, os alongamentos não devem ser feitos até o
ponto de resistência máxima.

·     
A
frequência cardíaca deve ser verificada em momentos de atividade máxima.

·     
Deve-se
tomar cuidado ao levantar do chão para evitar a hipotensão ortostática.

·     
Os líquidos
devem ser ingeridos antes, durante e depois da atividade para evitar a
desidratação.

·     
Mulheres
que eram sedentárias devem começar com atividade física de intensidade muito
baixa e aumentar gradualmente.

·     
A atividade
deve ser interrompida e o médico consultado se aparecerem sintomas imprevistos.

·     
A
frequência cardíaca materna não deve exceder 140 bpm.

·     
As
atividades extenuantes não devem exceder 15 minutos de duração.

·     
Nenhum
exercício deve ser realizado em posição supina depois de completado o quarto
mês de gestação.

·     
A
temperatura central materna não deve exceder 38ºC.

 

De
acordo com as recomendações citadas anteriormente podem-se acrescentar algumas
alterações como (ACOG, 2002):

·     
As mulheres
grávidas saudáveis podem adotar as atividades recomendadas para a população em
geral: 30 minutos ou mais de exercício moderado na maioria, nem todos os dias
da semana.

·     
Evitar
esportes de contato que podem causar trauma abdominal e com risco de quedas,
como futebol, basquetebol, escalada e ski.

·     
Existe a
necessidade de pesquisas para basear as recomendações sobre o efeito da
atividade estressante no crescimento fetal e o efeito do exercício na
temperatura central durante a gestação.

O
exercício durante a gestação é um assunto abordado em diversos estudos com
diferentes objetivos, porém a influência da atividade física no feto, trabalho
de parto, parto, além de outros aspectos, ainda não está concluída. De acordo
com os estudos citados, não é possível generalizar alguns fatores relacionados
com a prática de exercícios por gestantes como:

·     
Riscos
fetais e maternos.

·     
Evolução da
gestação.

·     
Exercício
intenso (vigoroso).

·     
Duração do
trabalho de parto.

·     
Tipo de
parto.

·     
Benefícios
fetais e maternos.

·     
Mulheres
sedentárias e atletas.

·     
Mulheres
primíparas e multíparas.

·     
Peso,
tamanho fetal e índices de Apgar.

·     
Crescimento
fetoplacentário.

·     
Início no
primeiro ou segundo trimestre.

·     
Teste
submáximo na gestação.

·     
Manutenção
da atividade física.

·     
Condicionamento
físico.

 

Quando
o EF é realizado com orientação adequada, os desconfortos causados pelas
alterações gestacionais são minimizados, evitando os possíveis riscos que
alguma AF possa causar. A autorização do obstetra é fundamental para iniciar ou
continuar a AF.

Portanto,
as orientações do ACOG são importantes na prescrição dos exercícios, pois
representam um padrão seguro para todas as mulheres quando analisadas de forma
individual respeitando suas limitações. As intercorrências gestacionais citadas
também devem ser consideradas na prática de exercícios durante toda a gestação.

x

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I'm Santiago!

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